Palm Jeff Hawkins



Tudo começou em janeiro de 1992 quando Jeff Hawkins, um engenheiro elétrico formado pela Universidade Cornell e ex-funcionário da Intel, 

Donna Dubinski e Ed Colligan, uniram suas forças, e claro, aptidões, para formar a PALM COMPUTING na cidade de Santa Clara, estado da Califórnia. 







A boa notícia era que Jeff tinha uma ideia e uma empresa. A má notícia era que ele não tinha plano, produto, financiamento ou até mesmo parceiros. Mas tinha fama. 


O primeiro produto lançado pela nova empresa, em outubro de 1993, era um assistente pessoal digital chamado ZOOMER PDA, que seria vendido nas lojas da rede varejista Radio Shack.


Mas seu preço de US$ 700, era muito elevado para uma loja considerada popular. Além disso, o produto não emplacou por questões técnicas: tinha um teclado absurdamente pequeno; seu software de reconhecimento de letra manuscrita era primitivo; incluía softwares que permitiam sua ligação a impressoras e aparelhos de fax (que o deixavam maior e mais lento). Foi um fracasso. Mas foi necessário. A partir dele a empresa descobriu o que os consumidores realmente queriam num assistente pessoal digital. A empresa passou a primavera de 1994 sondando os poucos corajosos que haviam comprado o ZOOMER. Os comentários dessas pessoas serviram para abrir os olhos do pessoal da empresa. Mais de 90% dos compradores também possuíam Computadores Pessoais. Mais da metade comprara o revolucionário aparelho por causa do software que permitia transferir dados para um PC e vice-versa. Eram usuários comerciais e não queriam um produto que substituísse seus Computadores Pessoais, e sim que os complementassem. Não queriam uma agenda eletrônica que competisse com o Computador. Desejavam um assistente pessoal digital inteligente o bastante para competir com agendas de papel. Essas constatações foram chocantes demais para os parceiros da PALM. Eles pularam fora. Jeff Hawkins também tomou seu rumo, em busca de inspiração. “Quando retornou, parecia Moisés carregando as tabuletas com os Dez Mandamentos”. Mas não eram dez mandamentos, e sim duas diretrizes.


A primeira dizia respeito ao software. Ele tentara escrever um código tão inteligente que capacitaria o assistente pessoal digital a reconhecer todos os tipos de letras manuscritas. Isso significava um software complexo e lento. Então por que não inverter a lógica? Por que não pedir às pessoas que aprendessem algumas técnicas para ajudar o software a compreender melhor a sua letra? Veio daí o Graffiti, o software de reconhecimento de escrita que diferenciou o PalmPilot dos concorrentes. 


Nele, cada letra era desenhada com um único movimento da caneta em uma pequena tela. As letras que exigiam que a pessoa levantasse a caneta do papel passaram por modificações: um A era escrito como um V invertido, um F como um L invertido. O Graffiti exigia dos usuários uma modificação em seus hábitos, mas lhes proporcionava mais precisão e rapidez. A questão do software estava resolvida.










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